Trilha da Pedra do Peito de Pombo em Sana

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A Pedra do Peito de Pombo não é das mais complicadas de se ascender. Mesmo assim, qualquer lugar pode ser hostil para quem só tem a si mesmo para contar. Uma pequena falha será sentida em outras proporções. Ninguém estará lá para ajudar em qualquer decisão a ser tomada.

Pedra do Peito de Pombo (Sana – RJ): 1400 metros de altura

A Pedra do Peito de Pombo fica na região do Arraial de Sana, 6º distrito de Macaé. O arraial faz parte de uma Unidade de Conservação da Natureza de uso sustentável, do tipo Área de Proteção Ambiental (APA) e seu nome vem do fato de que, de certos ângulos, a formação rochosa remete à figura de um pombo pousado sobre a pedra.

A trilha exige preparo e conhecimento do local, mas o esforço compensa, porque do alto dos 1.400 metros de altitude, o lugar oferece uma exuberante visão 360º das montanhas da Serra do Mar, de todo o litoral de Macaé, Rio das Ostras, Barra de São João, Búzios e Cabo Frio, além dos vilarejos do entorno do Vale do rio que dá nome ao pico.

Melhor época para visitar a Pedra do Peito de Pombo

O arraial tem um clima agradável e estações bem definidas. A melhor época para fazer trilhas no Sana é entre maio e setembro, período de estiagem das chuvas. Para curtir as cachoeiras, o verão é melhor, mas lembre-se que em qualquer possibilidade de pancadas de chuva é perigoso ficar próximo das cachoeiras e mais ainda estar no topo da pedra.

Para curtir o Sana Reggae Festival vá durante o mês de janeiro.

Dicas para a trilha da Pedra do Peito de Pombo:

por:  Vida Sem Paredes

1. O Vale do Peito de Pombo tem regras de visitação e horário: das 8h às 18h.

2. A trilha é inicialmente leve, sem muitas subidas e decidas, e é bem marcada, mas a subida final dentro da mata é bastante íngreme.

3. Tem 7,5 Km (só ida).

4. Começa bem no centro do arraial, o mesmo lugar que dá acesso às principais cachoeiras.

5. Há placas no centro indicando a direção e tem um estacionamento antes da estrada de terra virar trilha. Também há uma lanchonete no estacionamento.

6. A base operacional da Secretaria de Ambiente funciona também como centro de informações, tem alguns exemplares de espécies da região, e é onde você pode saber mais sobre as atrações e as regras de visitação.

7. Com 20 minutos de caminhada, chega-se à porteira do último complexo de cachoeiras – 7 Quedas, do Pai e da Mãe, e até esse ponto, a trilha é movimentada.

8. Daí para frente, passa-se por algumas fazendas, com cerca de 1 hora de caminhada até o rio.

9. Em um ponto da trilha, junto a uma enorme jaqueira à direita e a um bambuzal à esquerda, a trilha bifurca, mas o caminho correto é o da direita.

10. Passa-se por 3 porteiras antes de cruzar o rio Peito do Pombo.

11. Após o rio, na última porteira, há uma placa azul alertando o risco de se perder nesse trecho.

12. Nesse pasto há algumas erosões que se confundem com a trilha, mas é preciso mirar o bambuzal lá no alto e seguir em sua direção, e depois mirar o outro bambuzal e fazer o mesmo.

13. Depois do pasto, a trilha volta a ser bem marcada, e logo entra na mata.

14. Dali para frente não há bifurcações, mas o risco é tropeçar em uma raiz ou pisar em uma cobra. É preciso ficar bem atento. A que encontrei tinha mais de 1 metro. Atenção redobrada para se apoiar em árvores e raízes e para passar por algumas árvores caídas.

15. Depois de 40 minutos a 1 hora de caminhada na mata, eis que surge a base da pedra, e ao contorna-la pela direita, dá para subir na pedra em frente ou, seguindo mais uns metros, encontrar a corda para subir na laje onde fica de fato as duas pedras que lembram um pombo.

16. Voltar é tranquilo, e quando cheguei no rio, acabei ficando ali sozinha por umas duas horas.

17. Mas atenção: na parte da tarde o tal pasto lá perto do rio fica cheio de bois, e quando eu passei as vacas me intimidaram – tinha uns 10 bezerrinhos bem pequenos, e elas defendem suas crias. Custei a tocar os bois para baixo, para mais perto do leito do rio, e quando consegui passar, encontrei com um morador de outra fazenda passando na parte alta do pasto, também fugindo das vacas.

18. Não deixe nada na trilha. Leve embora todo o lixo.

19. A recomendação da Secretaria de Ambiente é não ir desacompanhado, e afinal de contas, é melhor ter alguém para compartilhar o momento.

20. É cobrada uma taxa de acesso às cachoeiras no valor de R$10,00. O pagamento é feito perto do estacionamento e uma pulseira é colocada no braço dos visitantes. Lembre-se que muitas cachoeiras ficam no mesmo acesso ao Peito de Pombo, mas se for só para a trilha, não precisa pagar a taxa. A taxa de estacionamento é de R$10,00, caso vá de carro, mas não precisa.

Fonte: Vida Sem Paredes


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